Postagens

Mostrando postagens de setembro, 2017

laranja amarga

todos os dias pessoas separam e unem-se num laço que quase sempre se usa o 'pra sempre' pra selá-lo, pra rompe-lo, pra explica-lo. é tudo isso que tem nessa dança, que o 'pra sempre' tenta mas nunca alcança, porque é agora, é aqui, é pulsante dentro, pra dentro. sabe-se lá até quando e como esses 'pra sempre' resistirão, mas eles resistem de maneira una, porque todos nós possuímos chaves, alguma chave. até que se perca e é possível perder a chaves. a gente perde tanta coisa, a gente vive pra se achar. é possível que a gente se ache de novo em algum lugar, é provável que a gente nunca tenha se perdido de fato até se encontrar, de verdade, se encontrar. eu preciso ficar em estado de final, eu preciso reintegrar.

não sou artista, sou criança

😀😃😁😄😂😅😆😉😗😚😗😋😘😋😍

Tô salva

Imagem
Bom saber que existe lugar-música como ambiente de conforto. Melhor ainda é quando a lembrança do conforto gerado pelas reverberações da canção te vem na memória quando você precisa, quando você está encostadx numa dor que só você sabe a dimensão em sentido mas se sente incapaz de formular em problema.       permitir - amar - prevalecer
o caminho é mais inteligente que sádico
2 - por mim nem consigo, comigo.
1 - sou eu porque nós,
- a escola é uma máquina de processador de dados
assumir a bolha da existência e operar no cosmo-conforto, mesmo com ameaças de bombas. é assim que escolho existir imune a mim.
@eumedesmanchosuave sobre minha foto de instagram: a bjork preta
a performance está no corpo de quem a executa se não incorpora não é (a performance é taurina)
algumas obras guardam refúgio de alma, exílio, vida inacabada. eu te li através da fala de uma mulher franzina que se apresentou pra mim como Simone lá na Gávea. tem tempo isso, o livro organizado eu só peguei bem depois , mas a tua voz, ela já me falava. foram confirmações tortuosas e bem como te diagnosticaram, me vi louca. quem ouve os mortos aqui nessa cidade toda fuzilada? são muitos e são todos os que falam de um grito inoperante, de um fazer desvalido. falamos através de algumas palavras, você queima, eu publico e assim algumas redes nos separam. é possível te ouvir daqui mas eu nunca vou saber se por insistência  esquizofrênica ou essência a tua terceira letra me revela.                                                      - para Estella.
quero me apresentar somente em cemitérios de gente

estarcom: em estado de tempo

neste exato momento eu preciso de coragem pra ir, é uma tarefa simples e não me representa perdas, só ganhos, mas sair de casa agora, da minha cápsula, representa o ir ao desconhecido e o desconhecido sempre me causa estranheza, me provoca arrepios, me suspende. eu demoro dias pra entender os motivos, eu ficaria horas mastigando uma única experiência e sentindo os efeitos de sabor em minha língua. horas. eu realmente nasci para o pouco e isso não é da necessidade de ser medíocre, é do tamanho da minha necessidade, do meu amor condensado que só se espalha a medida que é muito sentido, pra dentro, enraizado. eu escrevo sobre esse amor desde a formação das minhas primeiras veias, eu escrevo com elas. elas são escritos de amor que eu transformei em passagem, em canal de fluxo. eu e o universo. sempre universo. uni verso... continua sendo estranha essa minha necessidade de permanecer sendo quem eu sempre fui ...
eu olhei pr'aquela mulher e me perguntei: meu deus, quem é essa mulher? e respondi: essa mulher sou eu sobre ver-se fora de si

Falar De Mulher Dá Lucro, Ser Mulher Não [parte 1]

Primeiramente, esse é meu lugar de fala. Segundamente, morre Temer. É um feitiço, conjurem -o . Terceiramente, o título parece muito dramático e determinante? A intenção é essa. Não an dei lendo nada por esses tempos que falasse do assunto, não. Na realidade não fui a uma busca porque creio que é um pouco mais adentro. Não quero me sentir confortável por encontrar modos de discorrer similares e sim reforçar todos esses modos multiplicando x1 essas manifestações. Lembrando que eu só leria textos de autoria de mulheres sobre o assunto. Eu gostaria que esse texto já não tivesse tanto "não" mas se eu for esperar positivizar os meus escritos gerais, não escrevo nunca. Agora um não e um nunca pra conta. Muitos homens ao longo da história se utilizaram da história das mulheres para contar as suas histórias. Sobre a História: ela se preocupa SIM em ser uma linha cronológica que afina todas as vozes para que elas se tornem uma única voz (seria bonito se não fosse absoluta...
- aceito os equívocos e não vôo. caminho.
no ônibus, todos homens e eu uma mulher lá na frente tem lugar aqui atrás ela não quis entra outra, travesti e eu é seguir a Brasil eles sentam abertos entra mais um e eu formamos o coletivo mais um que veste azul é uma foto quem tirou fui eu sentada no último banco antes da porta

envio do destino

abença à ancestralidade que te mova! são os teus poucos ensinamentos que me são muito, já que de verdade o pouco e o muito não existe para os mais antigos. muito se fica e muito se vai além, mas nós, estamos sempre indo. te peço abença porque a essa vista de abençoar nos foi permitido, porque o silêncio abençoa muito nossos corações desesperados, amigo. esteja comigo desde o início que eu estarei sempre contigo, é um pedido, uma proposta, um convite. que seja recebido.                                                   - para Otavio.
primeiro os olhos abrem depois vem a dor depois a consciência da dor e depois eu me ponho de pé ou não levanto
uma vez me disseram com uma voz que quase não saía: "você é boa demais pra mim" e foi a mesma pessoa que me disse "você me dá medo", e o que era confusão virou tufão. eu sempre vi muita gente fraquejar na minha frente, morrer lento ou rápido. eu sempre me senti afetar, mas não podia diluir junto - eu diluo. escrever é um jeito muito covarde de formular umas palavras que eu deveria dizer, mas eu mal sei qual a força necessária pra dizer que uma coisa faz muito sentido na minha vida, porque é isso, pra mim tá claro. o que tá nascendo, eu gosto de deixar crescer, ali quietinho mesmo. eu sinto coisa demais e a maior delas é a solidão, desde os tempos que eu olhava pras paredes de casa e me via só, com um monte de possibilidades e nenhuma interferência. senti muita falta de interferências, mas aprendi a viver sem elas. segui. tô seguindo sempre. eu sei que a frase do início crav...

pra dias com s

to com a comida na boca do estômago nada desce é um trabalho arrebatador esse de processo esse de ter três estômagos e as vezes sentir que nada presta porque tudo acontece nesse intestino sem que eu veja o trabalho é tortuoso, eu imagino não faço ideia do que é ser micro na verdade sim na verdade não eu me acho imensa segundo meus sentidos me sinto enorme com problemas opacos não faço careta eu aprendi a ser cega é tarefa dura observar sem fazer barulho ficar de olhos abertos o tempo todo dá sono todo mundo sente eu só queria pisar firme sobre todas elas atmosferas de diferentes resistências como sou idiota não dá pra pisar no ar é de diferente matéria e me condensa minha alma se sente próxima mas o corpo não consegue tocar consegue afanar é de resistência plena, está em todo lugar eu só temo fechar os olhos e não estar [tomar café nem sempre ajuda, mas é quente e preto, pode funcionar]
- carta em tempo , de volta ao dia da visita pensei que receberia visita em casa hoje e de fato recebi, as visitas estiveram aqui. eram vocês, as nucletes, que a partir de um combinado recente, mas de um desejo cultivado de antes (costuma ser, né), vieram até minha residência - a Residência. pensei que não teria um lanchinho pra servir e que convidaria todas para olharem minhas paredes. "nossa, que encontrão!" - debochei comigo mesma. ok, a parede não era só pra olhar, era pra inter , vir. e assim seguiramos as duas horas divididas em caminhadas, relatos, relevos, cachorros, caminhadas menores, paredes sujas e outras bem limpas. toda vez que mostro esse lugar pros outros - aqueles que não vivem aqui - eu me sinto apresentando uma locação de filme. hoje eu olhei pras minhas paredes pelo olhar de outras pessoas e vi outros olhares ali. paredes guardam olhares e isso não é de hoje, é antigo. ,,,, quantas vírgulas mais precisam existir? espero ter tido dias como esse nos di...
observar sem pra ser notad