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Mostrando postagens de junho, 2015
eu dormi em horário atípico pra não pensar, pra não sucumbir em meio ao querer. dormi me perguntando, mais uma vez, o que é isso que tenho pra mim e que me eleva o espírito ao mesmo tempo que o enclausura? amar é a minha questão. e se para quem quer que seja o amor não é isso, que se levantem as outras teorias! a minha está longe de ser defendida, entendida, longe de virar tese, longe de virar poesia, está em um lugar que nem cabe. como não cabe meu coração no peito agora, de tão apertado, de tão mexido, de tão perturbado. não sei se cabe na questão amor o tempo, dele estou farta, mas ele me persegue e tudo que consigo temer tem sua sombra. e as fórmulas não funcionam, as receitas não funcionam, os conselhos não funcionam. durmo pra não pensar e, em sono, tudo volta a me atormentar. adianta? o que adianta? adianta sentir com essa intensidade atroz sem esperar passar ou aumentar?! adianta que seja assim enquanto caminho por um abraço, um beijo ou um adeus?! e na imensidão das coisas in...
É como tatuagem: sente doer, incomoda, mas gosta porque tem uma coisa sendo feita ali, a dor é consequencia que se suporta, que se sente. A agulha é suave, mas deixa a marca, não precisa de força, é do lugar da precisão. A pele é furada, mas não machucada, não é preciso ir fundo pra imagem se fazer eterna. Se a camada atingida for a camada errada, aquilo inflama, cria cicatriz, o traço estoura, cria relevo e a imagem se desintegra. A imagem fica pra sempre ali, alterada pelo equívoco ou construída na camada certa, ela fica sempre ali. Bom é olhar para a imagem, tatuada, lembrar do peso que ela carrega e alegrar-se com ela, porque da pele ela não sai. Demora um tempo até cicatrizar, mas da dor a gente nem lembra mais...
tudo que é feito em nome do amor pode ser feito em nome da guerra

presente do amor solitário

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trago-te um presente solitário, que está contigo mas não está por ti que se presentifica em atos mas se afasta em desejo que ama mas não sabe se mais a ti ou a solidão que não sofre nem rejeita que ri da própria impotência, se encanta com o próprio amor que fere sem juízo que protege sem medição que doa calor e que se afasta devagarinho e quando se afasta, é pra ver tem perfume de flor, cara de flor, textura de flor que pode querer te ver ir pelo caminho que pode te esperar numa rua escura que pode chorar baixo enquanto te abraça que pode ter medo de se perder nos seus olhos clarinhos que pode não querer te ver que pode te entregar uma carta de amor que pode gritar contigo com medo de dar carinho que pode ir embora e voltar num dia qualquer que pode nunca ir e jamais querer voltar que pode muito e pode nada que vive os instantes contigo dentro que te vê de novo toda vez que nota que te ama e não tem saída que está dentro de um embrulho amassadinho com um laço imp...