dizem que pra ser carioca da gema, tu tem que ser carioca de mãe e de pai. minha mãe é made in Paraíba, meu pai é "campista, nem fiado nem a vista" tu acredita que até hoje não sei por onde fica Campos? esse lugar que meu pai veio mas minha mãe não veio de outro lugar Paraíba, eu já visitei sol queima, viu? mas tem sombra tem boi na estrada, tem água guardada de vez em quando vem Débora de lá uma prima querida, querida meu pai mora agora em um lugar de Caxias pra lá Nova Campina eu até fui muitas vezes fui visitar lá família é um troço doido comecei a escrever pra lembrar e acabei ficando em cada canto que tá primo, tio, prima, tia, sobrinha, vó, cunhada, sobrinho, irmão, primo de segundo grau, parente próximo, amigo muito presente, quem eu ainda vou encontrar, vó de novo, vó é bom eu amo a palavra vó, vô também, neném, velho, adulto chato, adulto gente boa, irmão que briga, gente que se isola tipo eu, gente que tá sempre presente até ausente será que eu?, to...
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Mostrando postagens de abril, 2019
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>>> Conta-se que no inicio, lá no início (se é que ele existe, vamos nos questionar o porque a seguir) existiam duas forças. Duas forças. Será? Vamos utilizar os tão temidos números para entender-las. Chama-se 0 a força pré dual, a que existe antes de 1 mas considera-se menos importante que ele, mesmo sendo graças a essa força que ele exista. 0 que cria. Subestimado 0, como as crianças e os velhos. 0 é mulher. 1 é homem, que é homem bem homem mas homem não dá pra ser. 1 é criador, pasmando-se sempre da sua burrice e excelência que o fez criar 2. E depois de 2, começou a existir tudo que há, a infinita possibilidade de criações. Até 2 descobrir que abaixo de 0 ao infinito também se podia chegar, já que 0 é tão sujo que com a ajuda de um traço, o infinito ele recriou abaixo de seus pés, do lado oposto dos números positivos. 0 mordeu a maçã. O mal. 2 não é homem nem mulher. 2 é filhx, aprendiz, multiplicador/a, professor/a. confuso, teimosx, só ama pra odiar, j...
Penso em você quando penso em ciúme (um relato paralelo)
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Chegou em casa sem pesar os passos, mas o coração pulsava um inchaço. Que angústia, que angústia . Sabia do que se tratava, tratava-se dela. Ela era o motivo desse despertar astucioso de um lugar que era dela, só dela e que justo por isso, tinha tanto medo de ter parte dela em outro lugar. Queria ela inteira e isso doía. Doía muito. Costumava viver as dores, sentia-se perfurada por qualquer fragmento de lembrança que trouxesse ela ou por qualquer proximidade que nunca, nunca era suficiente. - Eu quero você só pra mim. As palavras saíram no mesmo segundo que concluiu que aquilo era infame. Havia saído de si, deixado a porta da frente aberta, agora alguém ocupava o seu lugar íntimo, mas não era ela. Um demônio, talvez, não se sabe... Nunca se soube, já que aquele dia as fundiu. O tempo de suspensão estava marcado na expressão de ambas - pausada, nítida e sincera. Reconheceram-se pela milésima vez (ninguém parou pra contar). Os olhos não passeavam, dos núcleos saía...