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Mostrando postagens de julho, 2015
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dela capturei o que é eterno: o desenho na pele, a memória e o afeto - depois desse breve encontro ...eterno

O que fica ainda que vá - sobre presente

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Era pra ser um texto em duas linguas. A vida se encarregou de me fazer pensar que isso não é problema quando se deseja partilhar, quando se deseja presentear. A gente recebe também quando dá.  Começou a dois anos atrás e não se fala de fim, só se fala de um breve encontro, na possibilidade de que ele irá mesmo acontecer ainda que não da forma que esperamos ou na configuração que experienciamos. Não acabou, porque aprendemos que estamos juntos sem estar perto e a conexão não se faz só na ponte aérea. É beleza demais poder dançar junto, no palco ou da platéia, em memória, em uma troca de mensagem, abrindo caminhos distintos a partir do que construímos juntos.  Nossos encontros foram breves, muitas das vezes faltaram palavras, envolvidos pelo frio ou pelo calor, atrapalhados, divertidos, ainda assim, nos conectamos para além das fronteiras e como é bom ver que um reencontro de pele foi possível e que pode ainda ser. Construímos laços e nada disso será apagado do nosso corp...

Da experiência do olhar cego

​Precisei fechar os olhos pra ver, a dimensão não sentimos só com o olhar. Tudo chega até nós através dos sentidos e tudo  se tornou concreto quando pude ver de olhos fechados. A poeira, os sons, os passos distantes, o vento, a escuridão sob a escuridão, os passos duvidosos em direção a um lugar que eu não pudia avistar. Me lembra presente. Presente, e tudo que essa palavra pode me dar.  Quando abri os olhos novamente senti vontade de fechar. (durante o cartografar de um espaço)

paisagens de um casarão abandonado

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