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Mostrando postagens de fevereiro, 2018
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Pela primeira vez o gato branco e a gata preta se juntam num motivo, o de sair por alguma fresta. Ele é maior e impositivo, ela é silenciosa e rasteira. E eu finjo que não vejo, parece que não entendo. E não entendo mesmo. Ele necessita vagar pelo corredor, miando alto, conquistando espaço e ela necessita ir em busca do filhote que a tiraram. Cada um mia em um compasso, alternam, jamais miam juntos. Querem que seus sons sejam ouvidos e suas necessidades atendidas de maneiras separadas e eles estão certos, são dois gatos. quantos gatos são necessários para transgredir o instinto?  estamos nós em missão e eles estão saindo só
investindo em mi(m)dia

como a gente trata esse tipo de problema?

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 Ainda faltava um pouco pra amanhecer e eu a vi. De cara perguntei de onde veio, mas quem eu esperava que respondesse? A própria? Bom, na verdade nos filmes e séries, as pessoas fazem perguntas retóricas em voz alta e isso não parece maluquice, porque na verdade não é. Quem foi que instituiu o que é ser maluco/louco agora? Eu. É. Eu instituí e sempre instituo. A verdade é que nós nos instituímos e isso é muita coisa pra uma barata. O meu asco é muita coisa pra uma barata, mas olha, ela demorou a morrer. E se demorou! As tripas já estavam com a metade pra fora do corpo, o casco partido e ela lá, com a boca mexendo, parecia estar reclamando. Até achá-la no meio dos objetos, tive que remover todos do lugar. Enfim revirei o caixote, enfim, tirei tudo da p-o-r-r-a do lugar. E foda-se, eu sou preguiçosa mesmo, precisa uma barata me tirar do lugar.  objetos estimulantes de umas buscas alucinas. 

A caminho da guilhotina

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“Me sinto como Maria Antonieta a caminho da guilhotina” Marina Abramovic. ******* P ara uma mulher como eu, a guilhotina pode parecer um lugar confortável. Ela me atrai  - a lâmina. Fina como a linha tênue que separa os meus instintos da minha intuição, que separa pra onde eu vou da onde eu vim,  Caminhando por essa linha, agora vou ao encontro dela. É inferno, é inverno. Os soldados, comandantes, guardas, seguranças, seja lá como diabos chamam esses homens encapados, me cercam como urubus. Eles acreditam mesmo que daqui poderei ir para algum lugar? Não, eu não quero. Mal sabem como me excita entender que minha cabeça será salva do restante do meu corpo assim que o dilema deixar de existir. Não fui quem inventou toda essa merda, mas não sou vítima daqui e é nisso que sempre me ancorei e surtei. Servi sorrisos e bofetadas a muitos, praticamente todos; homens principalmente, mulheres com receio, animais com respeito, elementos com audácia. Parecia mesmo que eu ...

alucinação anunciada

aí quando me dei conta, estava encostada em uma barra de ferro. dançando pra você, quase que de olhos fechados. eu diluia em saudade e em desejo, acho que mais desejo. a saudade era um lembrete. fiquei durante um tempo daquele jeito. eu queria te tocar de um jeito pra nao restar duvida, nem nenhum desespero. queria que fosse assim sempre - a gente se tocando. é madrugada de outro dia. o dia vai amanhecer agora pouco e eu estou pensando em você, daquele jeito, com saudade e desejo.
A mim, queima o peito. De um pulsar constante. Acho que pulsa assim desde que te vi, é o mesmo calor que sinto todas as vezes que te encontro. A lua estava em pé sobre minha cabeça, eu desci vitoriosa, mas te deixando pra trás. Foi menos bonito. Olhei pra trás só depois, vi que te achar naquela penumbra seria meio impossível, afinal você já tinha ido. Ido, pra sua casa. Eu, pra minha. Na minha cabeça, assim que tinha que ser. Às vezes sou só estranhamente correta, isso não torna tudo menos angustiante, é só questão de não saber perder. Isso tudo me faz aprender, você me ensina. Tem mais jeito. Eu sou estabanada, só tenho pose, mas queria que me amasse assim. Queria que fosse entendido antes que o que sentimos fosse engolido, só que... não sei se é ansiedade mas os minutos demoram a passar. Eu poderia estar aí mas... quando meu corpo pondera, tudo tem que obedecer. São só coordenadas e eu me sinto refém delas, numa dança meio feia meio bonita. Você vê. Nosso corpo é movimento e a se...
Meus passos agitavam a casa ou me agitavam mais. Tô agitada pra caralho. Culpa tua. É uma batida gostosa, mas o processo é agitado (mais), turbulento, de massacrar. A mistura parece que dá pra sentir o gosto de cada uma de nossas partes, batidas. A gente se tem no corpo. E o gosto, também. Eu sei que você imagina que eu tenha dito isso algumas muitas vezes, mas eu costumo ser meio... original com as palavras. Músicas a gente até ressignifica, mas vocabulário... isso não, isso a gente só transforma mesmo, nunca dá pra repetir o mesmo no mesmo gesto. Igual o corpo. Não dá pra repetir, dá pra transformar. E a vitamina...? Sempre uma dose melhor que outra. Desculpe, mas não sinto nada trágico, nem denso, nem rochoso, eu sinto é gosto. Palavras e paladares se conectam quando é pra eu entender o que sinto por você. Agora. Agoniada. Com fome. Ouvindo música com clipe de mar. De madrugada. Contigo. E desculpa o tom de riso, mas é que as vezes a gente dança de um jeito esquisito, é engraçado....