sexta-feira, 1 de setembro de 2017

- carta em tempo, de volta ao dia da visita

pensei que receberia visita em casa hoje e de fato recebi, as visitas estiveram aqui. eram vocês, as nucletes, que a partir de um combinado recente, mas de um desejo cultivado de antes (costuma ser, né), vieram até minha residência - a Residência. pensei que não teria um lanchinho pra servir e que convidaria todas para olharem minhas paredes. "nossa, que encontrão!" - debochei comigo mesma. ok, a parede não era só pra olhar, era pra inter,vir. e assim seguiramos as duas horas divididas em caminhadas, relatos, relevos, cachorros, caminhadas menores, paredes sujas e outras bem limpas. toda vez que mostro esse lugar pros outros - aqueles que não vivem aqui - eu me sinto apresentando uma locação de filme. hoje eu olhei pras minhas paredes pelo olhar de outras pessoas e vi outros olhares ali. paredes guardam olhares e isso não é de hoje, é antigo. ,,,, quantas vírgulas mais precisam existir?
espero ter tido dias como esse nos dias que escrevi, que escrevi para estar aqui. é uma atitude meio anti-preservação estrutural de uma casa, segundo algumas mães, mas é participação em seu sentido mais real, pra mim.
sentiram algo ficando? porque eu senti algo novo aqui, eu posso ver.

visitantes/rabiscadoras de parede: laura, lidia, raquel, bruna, tamara e um outro blog pra ir: http://nucleodeestudoseencontros.blogspot.com.br/



→ selecione todo o texto acima e note, as vírgulas

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