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Mostrando postagens de outubro, 2016
a mulher do olhar afetado só queria saber tear, só queria saber de juntar as quinquilharias e arrumar uma forma de fazer daquele monte de coisa, trabalho. queria saber mesmo era de recrutar um exército de pessoas que de tão afetadas igual, só queriam saber de braçalmente, ajudar. não se dedicava a atividade rebuscada, se tratava apenas de um olhar mais apurado e um gosto de bolo sabor tudo menos qualquer coisa. receitas a parte, adoravam se reunir para comer. se reuniam para olhar. e se cabia brincadeira e roda, era porque criança brinca pra florescer. ela é uma mulher de quinquilharia e flores, um solo que resiste. passo curto e firme que é , de longe e de perto. os véus que ficam, ficam porque ela permanece.
Passaram-se os ventos balançando a minha roupa no varal, recém lavada ainda com cheiro de sabão. Cheiro enjoado e indicativo de roupa limpa. Cansaço no corpo e indicativo de alma limpa que só se limpa com um trabalho de esfrega, molha, enxágua, estende e balançando seca. Roupa enxuta, pronta pra parar no corpo até se sujar de novo. Até roupa no varal é ritual de ciclo! A gente só não espera que venha a chuva, a gente só não espera que falte sabão na hora de lavar, só não espera que vente muito forte, só não espera roupa manchada, só não espera roupa encolhida, nem pregador quebrado. Ainda estou tentando encontrar um nome pra dar a esses espaços de não espera que fazem dos ciclos tão cheios de surpresas... As vezes só queremos recolher a roupa seca, só.
pegou um cigarro e acendeu posicionou-se com os cotovelos apoiados e a fronte para a janela só parou para piscar depois de 4 tragadas uma lágrima escorreu os olhos ardiam e as paredes tremiam só há razão para o vício depois do sexo olhou pro corpo deitado sobre a cama e sorriu "continuo sendo eu" mesmo pensando que aquele corpo poderia ser o seu apagou aquele acendeu outro depois de 4 tragadas só sem lagrimas voltou pra cama acendeu o sexo e apagou