segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Falar De Mulher Dá Lucro, Ser Mulher Não [parte 1]

Primeiramente, esse é meu lugar de fala.
Segundamente, morre Temer. É um feitiço, conjurem-o.
Terceiramente, o título parece muito dramático e determinante? A intenção é essa.

Não andei lendo nada por esses tempos que falasse do assunto, não. Na realidade não fui a uma busca porque creio que é um pouco mais adentro. Não quero me sentir confortável por encontrar modos de discorrer similares e sim reforçar todos esses modos multiplicando x1 essas manifestações. Lembrando que eu só leria textos de autoria de mulheres sobre o assunto.
Eu gostaria que esse texto não tivesse tanto "não" mas se eu for esperar positivizar os meus escritos gerais, não escrevo nunca. Agora um não e um nunca pra conta.
Muitos homens ao longo da história se utilizaram da história das mulheres para contar as suas histórias. Sobre a História: ela se preocupa SIM em ser uma linha cronológica que afina todas as vozes para que elas se tornem uma única voz (seria bonito se não fosse absolutamente patriarcal), portanto a História se preocupa em ser exata. A História é instituída, pois ela é um homem, branco, ocidental (mais especificamente europeu) e que acredita em Deus (também homem) que a escreveu. O burburinho escandaloso existe e é sobre a inclusão ou exclusão das características que citei. Ex: "sou um filósofo que acredita que Deus não existe". Todos pasmos e o filósofo em questão discorre sobre suas ideias, os que não tinham espaço para isso, morriam por suas ideias.
A ordem do normal foi instituída e nenhuma mulher participou dessa negociação em sala de reunião, apenas foram comunicadas para difundir em A voz do conhecimento. Então, onde essas mulheres estavam? Talvez se ocupando das tarefas "menores", talvez cuidando dos menores, talvez sendo reduzidas ao ponto de não serem vistas.
A arte nos chama a vista. Vista órgão de visão ou vista projeção, enfim, vista. Mulheres foram postas a vista através de muitos artistas (homens) e de fato foram vistas. O exemplo que colocarei é bem simples e bem conhecido.
O exemplo: Paulo Gustavo interpreta primeiro no teatro depois na TV e depois no cinema, dona Hermínia, personagem inspirada em sua própria mãe - declara o próprio ator em entrevistas. Dona Hermínia é uma dona de casa, separada, preocupada, caprichosa e muito falante. Na realidade, ela só reclama e torna a vida dos filhos uma vida com muito mais obstáculos do que poderia ser. O pai, os busca para um fim de semana no clube.
Fim do exemplo.
E eu resolvi que texto de blog pode ser publicado em partes, editado e até apagado. Gosto dessa instabilidade toda. Ainda bem que isso não é um artigo, ufa!
Depois eu escrevo outro.
+ Esse texto pode, deve e quer ser escrito em diálogo (atenção aos lugares de fala, já que se ele foi instituído, que funcione e uma dica: se você se pega pensando "a minha fala é mais importante que a daquele outro", você precisa lembrar da regrinha dos 2 ouvidos pra 1 boca, ainda mais se você for homem), então me escrevam comentando.

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