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Mostrando postagens de janeiro, 2020
olho para uma pedra e desejo ser pedra olho para uma planta e desejo ser planta olho para um pássaro e desejo ser pássaro olho para um grão de areia e desejo ser grão olho para uma porção de mar e desejo ser  mar olho para quem sou e não desejo ser eu, embora seja. sinto que cada um desses outros, sabem de mim o que eu não sei e sou incapaz de perceber sendo quem sou, sendo simplesmente humana.
sinto como se todas que sou estivessem interrogando a uma de mim
É preciso estar vivo para provar o próprio método

despetalar

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A ocasião: casamento de Josi e Marina, uma graciosa festa em uma casa na Ilha da Gigóia Foram compradas algumas flores, umas de plástico outras orgânicas. Após as cerimônias oficiais do casamento, a socialização se fez entre os convidados e eu me pus a observar os objetos dispostos no local da ocasião. Ao sentar-me em uma cadeira em uma pequena área a céu aberto de frente pra água, encontrei uma flor de pétalas brancas já moribunda repousando sobre a terra de um grande jarro. A peguei pra mim e ela, junto de meus dedos, começaram a desenvolver um diálogo. Vasculhando a flor, lembrei-me do habito de despetalar flores e falar para cada pétala as palavras bem-me-quer e mal-me-quer, na intenção de descobrir se "é pra ser" o ente desejado que estiver à cabeça do consulente. Jogo de azar? Uma flor morta estaria apta para me dizer se amar quem amo é uma aposta de sorte? De onde surgiu esse curioso hábito? Estive em um canto da festa, sentada junto de uma flor, pond...
eu sou só um reflexo: de um país, de uma sociedade, de um mundo mas eu sou um reflexo com ciência um reflexo consciência