Postagens

Mostrando postagens de julho, 2024

DesAmarração

Eu queria falar o que sinto E quero sempre. Tava vendo uma cena de um filme Mergulhei até chorar. Quis colocar pra fora as palavras Do mesmo jeito que elas surgem pra mim, Embaralhadas uma depois da outra. As lágrimas ainda escorrem Agora mais vagarosas Afinal o tempo não parou. As vezes sinto que sim Que saudade não movimenta. Bloqueia a percepção ou É só tempo demais pra sentir. A garganta aperta Chorar é meu destino. Me imagino te dizendo Me imagino te bebendo Me imagino te comendo Me imagino contigo Me vejo no presente, longe. Quantos km? Quantas paranoias? Quantas cenas querendo ser vividas? Quantos sintomas? Quantos ritos? Quantas etapas? Quanto vira como pra você? Que essas palavras desatem o nó Deixando a corda torta mas não menor. Seguramos, ela estica. É preciso aproximar Pra desatar. Então refazemos
nada muda até que tudo mude e quando tudo muda nada pode mudar

"Tá só o que?"

Eu. Tô. Só. Chorando. E vou chorar todos os dias até sentir que estou me curando, que estou ficando mais forte. Porque eu não sei e não posso ser diferente, não posso considerar de outro jeito, porque eu só sei me derramar. Não tem motivo. É só desague. Só. Talvez eu sofra só, talvez eu sofra com tantas outras... quando choro eu sinto que estou só me fundindo a todas elas e junto delas não estou só. Deve ser falta de dengo.