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Mostrando postagens de dezembro, 2019
Morreu achando que era deus

a praia é a cidade

dividida em quarteirões de gente com suas (ou alugadas) cadeiras e guarda-sóis, a areia fica ocupada de um jeito que a julgar de primeira, é bem bagunçado, mas se apurar com cuidado a organização dali se entende.  repara nos comércios ambulantes que dão as caras nos camelôs, que vestem até figurino de trabalho ou tapam suas canelas com areia pra driblar os raios do patrão que não perdoa ninguém e aí é cada um trabalhando por si e o Sol por todos.  os corredores entre um quarteirão e outro são ruas e é por elas que o comércio passeia, oferecendo mate, esfiha, biscoito, biquine, protetor solar, caipirinha e açaí geladinhos, as pessoas são tão diversas quanto os produtos, das caixinhas de som, dos fones e da boca desse povo de tudo sai: fofoca da vida do outro, papo existencial, política, futebol, preconceitos, rogos e jubilos, tudo isso e mais um pouco, até o que mais se consiga escutar.  todo mundo desfila, querendo ou não. o óleo de bronzear em contato com a pele trás fre...
De pequena à grandona Permaneço na beira, pra sentir a gravidade da onda
ela, me ensinou que eu podia ensinar
- você está esperando o que? tudo se ajustar magicamente? - exatamente isso!
só tenho pouco pra dar e o meu pouco, é muito

culto a lilith

personalidade: só me questiona o inquestionável 

nota dos 26

apenas coisas insignificantes tem me chamado atenção

crise dos 27

se eu tô viva até agora, isso faz parte do meu querer ou do meu não querer: viver ou morrer?
- Humanos, mal sabem o sagrado que a morte representa... Ela murmurou antes de morrer, de novo.

simulação 001

não, você não sou eu