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Mostrando postagens de outubro, 2018
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conspiração inimiga do amor

volto ao testemunho, já que hoje chove e  eu escrevi numa mensagem enviada ainda pouco que não queria mais jogar, disse que parei de jogar. esse seu jogo não tem regras e eu me poupo as pernas com quem não sabe brincar. entendeu? existe um foço entre o que eu sou e o que você acha que deseja que eu seja, mas ainda te falta aprender a desejar. meus anos tentando engolir uma religião me ensinaram muito bem a desejar, do lado de quem não pode e só por isso é que quer. me olham e juram que eu vivo no pasto. olham pra mim do mesmo jeito que olham pra uma besta inocente. existe besta inocente ou todas as bestas são inocentes? a besta é a beleza do mal, só pra lembrar. estou economizando as palavras pra não dá-las na sua cara ou te fazer engolir junto de um consolo de plástico, parecido com aquele. atividade! sabe quantas pessoas te mostram a verdade com a intenção incorporada antes de te beija...

carta de amor ao inimigo

Primeiro, eu agradeço a visita com um "que bom que você veio" meio receoso e meio formal, depois eu te peço pra entrar e sentar-se. Eu fico de pé uns instantes, penso em permanecer assim, depois concluo que pode não ser favorável ao olho-no-olho. Dessa vez, você veio me ouvir antes de falar. Seus olhos se mantém fixos em mim, atentos, sedentos, precisos. As palavras se perderam dentro e você não está afim de procurá-las por conta própria, parece querer ajuda, parece querer de mim o cuidado que você não costuma ter com elas, as palavras.  Eu estou soando frio nas mãos, me sinto feliz ao mesmo tempo que sinto algumas vozes me atravessarem sugerindo ações não muito amigáveis. E eu começo a falar expondo justo essas ações, já que a intenção é não sofrer só, mas é também de não carregar ninguém para o sofrimento que eu estou tentando evitar. Essas palavras saem com força, com intensidade capaz de quebrar um muro - e elas quebram. Você continua me olhando como se estivesse assis...

Dente de ninguém

No meu pré molar inferior do lado direito habita uma cárie. Já fazem três anos. Ela agora atinge a raiz do dente, confirmado no primeiro e último raio X da arcada que pude tirar. Dia desses enquanto eu fazia a higiene bucal, esbarrei na parte interna do dente e isso me gerou uma dor horrível, nada comparada a qualquer dor que já senti. Meu dente parece estar sendo arrancado diretamente da parte mais funda e isso me causa uma dor latejante que emplaca toda minha cabeça. Em uma ida ao hospital universitário da UFRJ numa consulta combinada com uma aluna de odontologia que precisava de pacientes para sua tarefa em disciplina, um professor do curso de odonto me questionou por que eu havia deixado meu dente ficar dessa maneira. Aquele gancho sugador estava alocado na minha boca e eu não pude responder a pergunta, mas pensando bem, naquele dia eu não tinha mesmo muito o que responder. Depois da pergunta pensei ainda mais sobre minhas condições, ou melhor, sobre minha saúde bucal que agora c...
Eu olho pra maneira como eu me preocupo com as coisas e concluo que eu jamais acreditaria que ela se quer existisse se eu não fosse eu