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Mostrando postagens de fevereiro, 2017
sentidos igualmente opostos
o amor é em qualquer tempo a paixão só tem o agora pra existir
uma angústia no peito às 2 da madrugada e uma sensação de alma saindo do corpo e uma afetação tão densa que queimava como brasa, aquela ultima brasa da fogueira queima insistente e por mais que se tente, não se consegue apagar só apaga quando é pra não ser mais e doía eu sinto essa dor toda vez que as almas se cruzam toda vez que eu sinto que meu pertencimento é tão meu quanto do outro que segura meu coração nas mãos temos nós um corpo que queima como brasa quando acendido temos nós um corpo que é fogo pra não morrer de frio que é fogo pra resistir e pra destruir porque somos destruição somos início de cór e o início de tudo
move-se rápido enquanto a vida corre lenta, repetida, cinzenta. move-se lento, enquanto a vida escorrega pelos dedos, ora densa ora diluída - assim sentida.
não sei a quantas anda sua sede de justiça amorosa não sei a quantas anda minha paranóia vestida de auto proteção não sei a quantas anda tua cabeça de baixo da lua ou debaixo do não não sei a quantas anda seu sono místico que te leva, eu sei que te leva não sei a quantas anda toda essa toda essa inquietação que só diz pra que veio quando me sinto prestes a sufocar e quando sufoco percebo que podia estar com os pés no chão as ondas vem inicialmente menores e me tomam da cabeça me cuspindo na areia um dois três, sou a soma dos arranhões me deixa ardida e com o pisar levemente mareado não sabendo se tudo estava agitado ou era eu que não sabia nadar e eu posso jurar que não é sobre saber eu posso jurar que vi gente ir embora mesmo sabendo nadar posso jurar que o mar as vezes puxa mais forte e aí não adianta saber não adianta nada não adianta nem rezar e eu tenho medo tenho medo de ir e nunca mais voltar porque eu penso mas a onda chama e vem me buscar eu sinto e vejo aque...