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Mostrando postagens de março, 2015
As pessoas não são substituíveis.

o título que nos dei ao acaso - II

para que não passe tempo sem que nada passe estamos em turbilhões e pela correnteza somos arrastadas com pressa, ainda que a dispensemos encontro em ti o que não busco e não me dói achar nos achados encontrei sentimento bom e turbilhões repetidos os passos nunca são os mesmos, nada é ignorado as palavras não carregam certeza e o caminhar já é mais cansado irá, mesmo que fique voltará, mesmo que vá e tudo nos afeta e nada nos é afetado

#2

estou a dois passos de mais um e tudo que vejo são estrelas da visão que fere e muda perspectivas vejo um céu de nuvens cinzas e brancas [brandas] a chuva que ameaça cair a nuvem que encobre o sol respiro alívio transpiro força a alegria transborda na incompletude quero apenas ser viva ser enquanto criatura - viva amar quem me odeia deprimir-me com esplendor da melodia do infinito ouço as notas agudas e cabem muitos fins

#1

para dias de angustia, existem dias piores porque estamos sempre atados e cair em si é um poço poço fundo fruta sem poupa e sem caroço esvaziar-se de que? não tem nada dentro só angústia essa de não saber o que fazer da própria vida que é minha mas o que tenho não queria ter sei do peso esmagador das escolhas falta descontrole que me leva a oscilar pensando não estar e o que penso de mim? controle caminhos sinuosos perseguem os evito consequencia de ser viva livremente atada aterrada até a cintura certa de que posso sair incerta se consigo caminhar caminho sem mim comigo do lado e comigo dentro
Saudemos o silêncio Gracias por existir O que faz sê-lo completo é sua incompletude O que o torna simbólico, incômodo, prazeroso, pleno é o que ocultamos E ele existe ainda que nada oculte O nada é alguma coisa E no silêncio não há o que escute Celebramos ausências e presenças Tudo se faz ali, no momento em que abrimos mão de dizer Estamos juntos E estamos sós Meu silêncio é meu e nele me faço Seu silêncio é seu e nele te traço Quanto esconde e o quanto revela esse silêncio? Quanto escuto de mim quando me calo? O que deixo levarem e o que deixo que me tragam? Me calo. Te falo, sem som Silêncio que diz, que guarda Silêncio que afeta