Alojar-me-ando
Cata! Os pertences, todos, não são meus Acordo e vejo pluralidade, uma janela enorme Junto com ela me veio a soma Ou seria divisão? Agora não sou mais eu E precisamos ter cuidado com a concordância Precisamos ter cuidado com o "eu" Tem dias que quero matar uns caras Matar as amarras Ferir com garras Tem dia que o que mata enlaça E o que enlaça mata Tudo se mistura com café e leite O açúcar vira debate A luz acaba e montamos fogueira A vida é compartilhada Crianças nos faltam, as graças Sentimos falta Queremos ser acolhidos Queremos ser alocados, agregados, ocupados Alojados