Por uma vida não murada.
Ando engasgada com o mundo. Mais especificamente com princípios iguais que norteiam um bocado de gente, com coisas que não são questionadas nem entendidas, mas são seguidas à risca. É sobre isso, de não se permitir ser feliz por conta desses bocados de regrinhas que só servem pra juntar tristeza, desespero e dúvida. Decidi viver de maneira mais simples a um tempo atrás, sem deixar que coisas ruins me sufoquem, voltar mesmo os olhos e dar ouvidos ao meu coração, a minha cabeça. Isso porque é comigo que vou ter que conviver até o fim dos meus dias. Tive que me permitir tentar, errar, não me arrepender de nada. Fico tentando entender, tentando tomar uns goles d’água pra ver se desce. Será medo de sofrer? Medo de errar? Medo de decepcionar a si e aos outros? Sempre ela, a maldita preocupação rodeando a cabeça de nós, malditos seres humanos. Se eu pudesse faria com que todos entendessem, inclusive eu, que ela só faz sofrer duas vezes mais – antes, durante e depois. Declaro impotên...