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piscada lenta

- é que pra mim esse segundo durou uma eternidade, mas o outro não vê essa eternidade em um segundo.  [das descobertas da mediunidade] 

Mulheres, dispam-se!

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Foi mais de uma vez. Eu lembro como se fosse hoje os recortes estáticos que tenho em minha cabeça como fotografias, que fiz questão de guardar em uma das gavetas da memória durante anos. E meu corpo foi crescendo, ganhando forma, volume. Os seios cresciam e eu me curvava, sentava na cadeira como se quisesse me esconder e dormia em posição fetal, chupando o dedo polegar da mão direita. Eu retornava para o útero todas as noites, era desproteção, era medo.  A progenitora, com quem dividi muitos dias de vida, era rude, precisa, atenta. Me disse algumas vezes algo sobre homens, seus perigos e de como tratavam meninas e mulheres que se sentavam de certa maneira, que tratavam de certos assuntos, que se comportavam de um jeito ou outro.  O homem que, pelo protocolo, eu deveria chamar de pai era mal falado, era culpado de abandono, tratava as mulheres como se fossem nada. Tratou-nos talvez como nada, eu e ela. Ela, a mulher mais forte e ao mesmo tempo submissa que conheci. Eu só f...

Arte que gera mudança. Mudança que gera arte.

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Bem, eu mudei. Precisava dar uma pequena repaginada no Blog. Ando em nova fase e estava sentindo necessidade de mudar por aqui também. Mudar às vezes parece assustador, mas é bom e necessário! E a postagem de hoje tem tudo a ver com essa mudança minha, até porque vou escrever hoje sobre algo que me ajudou um pouco nesse meu processo. Um poucão, ok.  Os Fantásticos do Passinho e Matéria Rima, no palco. Dia 24/5 (quinta-feira) estive assistindo a uma mostra de arte. E não era qualquer mostra de arte. Era uma mostra de arte voltada para os trabalhos realizados por jovens de todo o Brasil. A 4ª Mostra de Arte Juventude Transformando rolou no Teatro Carlos Gomes, aqui no Rio de Janeiro, bem no Centro. E o evento reuniu jovens artistas de todo o Brasil, com trabalhos diferenciados. Rolou de tudo, música instrumental, rap, grafite, dança, acrobacias, malabares, poesia... E foi enriquecedor, sem dúvida, saímos de lá mais nutridos e com muita credibilidade nesse Brasil. Percebi qu...

A dança que constrói e une - Conexão Haiti-Brasil

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Arte. Essa é a palavra chave. Pra quê?, você me pergunta e eu respondo: Pra tudo nessa vida. Hoje eu só pude confirmar isso, que eu já acreditava a muito tempo, acho que até antes de saber pronunciar qualquer palavra. Acho que todo mundo conhece o Haiti, não é? "Claro, aquele país onde ocorreu aquele terremoto devastador", é o que se passa primeiro na cabeça de todos. Infelizmente é essa a imagem que a gente tem do Haiti: país pequeno, que só tem negros, muito pobre e vítima de um dos maiores terremotos da história. É... Ainda bem que ela, a arte, me fez hoje mudar esse conceito. Conheci hoje no Centro de Artes da Maré (lugar onde faço aulas de dança) o grupo Aochan Creole (foto abaixo). A coordenadora do projeto é uma brasileira, que estudou dança e agora está morando lá no Haiti trabalhando para o projeto Viva Rio Haiti, fazendo com que esse povo acredite no potencial da dança local. Potencial esse que é incrível! Ela - a coordenadora - nos contou que o projeto só ...

O cubo fumê.

Eu lhe enxergava dentro de um grande cubo de vidro, um vidro escurecido, que me possibilitava ver o que se passava contigo do lado de dentro, mas não te deixava ver o que se passava do lado de fora. Você era uma pessoa aprisionada. Eu também. Enquanto você se mantinha presa dentro, eu estava presa fora. Eu podia ver o sol, eu podia conviver com as pessoas, meu espaço era amplo, eu podia andar, eu via as cores e respirava ar puro, sentia gostos, aprendia. Ainda assim, eu me sentia presa. Eu passava horas a te observar, eu podia te ver, te entender, te ouvir, acompanhava detalhes do teu desespero. Você não me via, mas sabia que eu estava lá, do lado de fora do cubo, como espectadora e testemunha da tua prisão. E parecia não ter fim. Eu não sabia quando sua liberdade seria concedida ou quando eu desistiria de tudo aquilo, para de fato usufruir da minha.