Arte. Essa é a palavra chave. Pra quê?, você me pergunta e eu respondo: Pra tudo nessa vida. Hoje eu só pude confirmar isso, que eu já acreditava a muito tempo, acho que até antes de saber pronunciar qualquer palavra.
Acho que todo mundo conhece o Haiti, não é? "Claro, aquele país onde ocorreu aquele terremoto devastador", é o que se passa primeiro na cabeça de todos. Infelizmente é essa a imagem que a gente tem do Haiti: país pequeno, que só tem negros, muito pobre e vítima de um dos maiores terremotos da história. É... Ainda bem que ela, a arte, me fez hoje mudar esse conceito.
Conheci hoje no Centro de Artes da Maré (lugar onde faço aulas de dança) o grupo Aochan Creole (foto abaixo). A coordenadora do projeto é uma brasileira, que estudou dança e agora está morando lá no Haiti trabalhando para o projeto Viva Rio Haiti, fazendo com que esse povo acredite no potencial da dança local. Potencial esse que é incrível!

Ela - a coordenadora - nos contou que o projeto só começou mesmo depois do tal terremoto, que já tem quase 3 anos que aconteceu. O lugar que eles ensaiavam era meio precário, as paredes tinham caído e dois bailarinos-ajudantes serviam de parede humana, principalmente nas aulas com as crianças. Era um espaço minúsculo, um miolo e foi nesse espacinho que o Aochan Creole foi se desenvolvendo, explorando a dança folclórica local, mostrando a beleza da tradição desse povo, os tambores, a animação, os movimentos espaçosos, o rebolado, a ginga! O projeto foi introduzido não para ensinar o povo do haiti à dançar, nem para que fossem passados passos de outras danças de fora somente, o projeto serviu mesmo de impulso, de base e é uma forma dos bailarinos aprimorarem o que já sabem e até aprender coisas novas. O povo haitiano dança em todas as ocasiões, dos nascimentos aos enterros, para tudo se tem uma dança! Ginga eles tem, levam um jeito natural para a dança e dançam sorrindo, com prazer.
Interagimos com eles, dançamos junto, mesmo sem entender o que o eles estavam falado, nos entendíamos dançando. Uma professora de dança local nos passou alguns passo da dança deles e quer saber? A gente se divertiu tanto quando suou. É tudo muito simples, não existe muita técnica, é bem empolgante, ainda mais porque tudo é na base dos tambores. A gente percebe que a dança é algo importante para eles, que eles a executam não só como um ofício. Eles nos mostraram que o haiti não é só pobreza e exclusão, é também uma terra de gente talentosa, bonita, simpática e por aí vai! Viva o Haíti! Viva a dança! E claro, viva o Aochan Creole! Por trazerem uma imagem tão boa de um Haiti tão pra cima e bonito.

Eu, com a bailaria mais bonita do Aochan. Todos são muito simpáticos!
Vejam aqui uma parte do Trabalho do Aochan Creole lá no Haiti.
Nossa, que coisa linda! Fico sem palavras diante de atitudes tão dignas como essas. Ajudar através da arte é uma das coisas mais magníficas que o ser humano é capaz de fazer.
ResponderExcluirSim, nós cristãos gostamos muito de escrever! HEHE' Pelo menos, eu conheço vários.
Fiquei muito feliz com seu comentário e estarei sempre visitando aqui também.
Até a próxima ;*
Caramba, que coisa legal essa de se envolver assim com outra cultura e não depender das palavras pra se comunicar!
ResponderExcluirAdorei!
Ana Seerig