eu dormi em horário atípico pra não pensar, pra não sucumbir em meio ao querer. dormi me perguntando, mais uma vez, o que é isso que tenho pra mim e que me eleva o espírito ao mesmo tempo que o enclausura? amar é a minha questão. e se para quem quer que seja o amor não é isso, que se levantem as outras teorias! a minha está longe de ser defendida, entendida, longe de virar tese, longe de virar poesia, está em um lugar que nem cabe. como não cabe meu coração no peito agora, de tão apertado, de tão mexido, de tão perturbado. não sei se cabe na questão amor o tempo, dele estou farta, mas ele me persegue e tudo que consigo temer tem sua sombra. e as fórmulas não funcionam, as receitas não funcionam, os conselhos não funcionam. durmo pra não pensar e, em sono, tudo volta a me atormentar. adianta? o que adianta? adianta sentir com essa intensidade atroz sem esperar passar ou aumentar?! adianta que seja assim enquanto caminho por um abraço, um beijo ou um adeus?! e na imensidão das coisas incertas, eu me encontro mergulhada e só sei sentir, com culpa, com alegria, com dor, com dúvida, com esperança, com ressentimento, esvaziando-me para transbordar. em meio a tudo...
eu só queria que ficasse escrito
que dói tanto quanto é bonito
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