eu te tenho em minha casa, mas não te tenho comigo. nunca experimentei nada do tipo. sempre é novo. eu sinto a paixão e ela é como um vento quente que está custando a passar. fico me perguntando se você sentiu esse vento quente também. me pergunto muitas coisas que me custa te perguntar. não cabe, talvez. eu te tenho em minha casa e você está aqui dentro. eu quero que esteja dentro. abro esse lugar pra tão pouca gente e você sabe, eu já te disse. não minto quando estou sentindo o eco lá dentro. te tenho em minha casa mas quem sabe se você quer estar aqui ou só não tem forças pra ir embora?
Me justificando
Poupar palavras é muito o meu forte, ao menos no que diz respeito a fala, ao verbalizado. Já aqui pelo campo das palavras escritas não é lá do meu agrado! Na verdade, não é nada do meu agrado e precisão. Necessidade mesmo. Muita coisa precisa brotar aqui nem que seja só pela sensação de ter arrancado fora. É uma necessidade... Sabe quando a gente se mostra pra se proteger? Eu sinto que é isso, uma proteção que eu crio em mim com as palavras que criei pra dar rumo aos meus sentimentos. Eu tô sempre escrevendo com base no sentimento, por isso que pra escrever roteiro é um parto! Eu já anotei algumas ideias, imaginei outras, mas nada saiu além d'A Força. Quantas vezes eu já não pensei no que escrever mas não escrevi? Isso é cruel. Eu preciso ceder a essa necessidade como se cede a um desejo. Eu amo ceder aos meus desejos, me sinto vivo! E questionar esse sentimento é como questionar o meu corpo e os seus caminhos. Questionar? Eu tenho mais o que fazer com ele! ...
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