terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Me justificando

Poupar palavras é muito o meu forte, ao menos no que diz respeito a fala, ao verbalizado. Já aqui pelo campo das palavras escritas não é lá do meu agrado! Na verdade, não é nada do meu agrado e precisão. Necessidade mesmo. Muita coisa precisa brotar aqui nem que seja só pela sensação de ter arrancado fora. 
É uma necessidade... 
Sabe quando a gente se mostra pra se proteger? Eu sinto que é isso, uma proteção que eu crio em mim com as palavras que criei pra dar rumo aos meus sentimentos. Eu tô sempre escrevendo com base no sentimento, por isso que pra escrever roteiro é um parto! Eu já anotei algumas ideias, imaginei outras, mas nada saiu além d'A Força.  
Quantas vezes eu já não pensei no que escrever mas não escrevi? Isso é cruel. Eu preciso ceder a essa necessidade como se cede a um desejo. Eu amo ceder aos meus desejos, me sinto vivo! E questionar esse sentimento é como questionar o meu corpo e os seus caminhos. Questionar? Eu tenho mais o que fazer com ele! 
É isso, eu sei o que é me sentir vivo. Uma luz colorida, uma música pra conduzir o transe, uma silhueta ou duas, quem sabe uma textura de pêlos macios, água fresca descendo pela garganta, chão com temperatura amena pra deitar e se espalhar. Viver dá um trabalhão, né? Mas a gente pode sentir que vale a pena quando se sente vivo. 
Dancei hoje no meu quarto, por isso estou assim inspirado. Imaginei cenas, pulei corda, me estiquei e ainda vou me esticar mais. Eu tenho um corpo vivo. Muito vivo. 

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