Poupar palavras é muito o meu forte, ao menos no que diz respeito a fala, ao verbalizado. Já aqui pelo campo das palavras escritas não é lá do meu agrado! Na verdade, não é nada do meu agrado e precisão. Necessidade mesmo. Muita coisa precisa brotar aqui nem que seja só pela sensação de ter arrancado fora. É uma necessidade... Sabe quando a gente se mostra pra se proteger? Eu sinto que é isso, uma proteção que eu crio em mim com as palavras que criei pra dar rumo aos meus sentimentos. Eu tô sempre escrevendo com base no sentimento, por isso que pra escrever roteiro é um parto! Eu já anotei algumas ideias, imaginei outras, mas nada saiu além d'A Força. Quantas vezes eu já não pensei no que escrever mas não escrevi? Isso é cruel. Eu preciso ceder a essa necessidade como se cede a um desejo. Eu amo ceder aos meus desejos, me sinto vivo! E questionar esse sentimento é como questionar o meu corpo e os seus caminhos. Questionar? Eu tenho mais o que fazer com ele! ...
Título longo, pois é. Não soa como sentença cruel, soa como constatação. Antes mesmo de qualquer ideia do que viria no conteúdo do texto, esse título veio até mim em um desses meus devaneios sobre as relações humanas, sobre minhas paixões e decepções. O título veio pra encabeçar um assunto que eu sei muito bem como falar, apesar do engasgo. O processo de me reconhecer como uma mulher que gostava de mulher foi longo, tortuoso, difícil mesmo. Não por mim. Na verdade se apaixonar, amar carrega suas dores e belezas naturais, se relacionar também, afinal se deparar com a singularidade do outro é espantoso ao mesmo tempo que encantador. O problema é a sociedade em que vivemos que, por motivos óbvios, faz com que nós (lésbicas/bis) tomemos posturas acuadas diante da nossa sexualidade. Continuamos sendo silenciadas ainda que corajosamente resolvamos nos relacionar com uma pessoa do mesmo sexo. Sempre ouvi comentários generalizados a respeito do relacionamento entre duas mulhe...
ei, como tu se chama? hoje é como loira de conjuntinho vermelho mas e amanhã, como eu te vejo? me prometi que na próxima eu perguntaria teu nome mas se a próxima não chegar eu resolvo te nomear Ponta Solta é o que tu é daqui de onde vejo o ponto que rabisco o chão que te evoca a presença que brota só brota do jeito que está é ou não é sempre na encruza
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