sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

A mim, queima o peito. De um pulsar constante. Acho que pulsa assim desde que te vi, é o mesmo calor que sinto todas as vezes que te encontro.
A lua estava em pé sobre minha cabeça, eu desci vitoriosa, mas te deixando pra trás. Foi menos bonito. Olhei pra trás só depois, vi que te achar naquela penumbra seria meio impossível, afinal você já tinha ido.
Ido, pra sua casa. Eu, pra minha. Na minha cabeça, assim que tinha que ser. Às vezes sou só estranhamente correta, isso não torna tudo menos angustiante, é só questão de não saber perder.
Isso tudo me faz aprender, você me ensina. Tem mais jeito. Eu sou estabanada, só tenho pose, mas queria que me amasse assim. Queria que fosse entendido antes que o que sentimos fosse engolido, só que... não sei se é ansiedade mas os minutos demoram a passar. Eu poderia estar aí mas... quando meu corpo pondera, tudo tem que obedecer. São só coordenadas e eu me sinto refém delas, numa dança meio feia meio bonita. Você vê.
Nosso corpo é movimento e a seriedade de tudo está em deixar ele ser, o resto é brincadeira, pura, purinha. Obrigada por me levar a perceber.

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