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Mostrando postagens com o rótulo autobiografia

eu faço para

  realizar algo próximo daquilo que me inspira a realizar  
  eu não penso, concebo atos.
sou feiticeira com 2 s's faço feitisso
a minha memória é humana mas o eu já é outra coisa
meu cérebro é uma caixa de brinquedo cheia de brinquedos diversos
sinto como se todas que sou estivessem interrogando a uma de mim

Mulheres, dispam-se!

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Foi mais de uma vez. Eu lembro como se fosse hoje os recortes estáticos que tenho em minha cabeça como fotografias, que fiz questão de guardar em uma das gavetas da memória durante anos. E meu corpo foi crescendo, ganhando forma, volume. Os seios cresciam e eu me curvava, sentava na cadeira como se quisesse me esconder e dormia em posição fetal, chupando o dedo polegar da mão direita. Eu retornava para o útero todas as noites, era desproteção, era medo.  A progenitora, com quem dividi muitos dias de vida, era rude, precisa, atenta. Me disse algumas vezes algo sobre homens, seus perigos e de como tratavam meninas e mulheres que se sentavam de certa maneira, que tratavam de certos assuntos, que se comportavam de um jeito ou outro.  O homem que, pelo protocolo, eu deveria chamar de pai era mal falado, era culpado de abandono, tratava as mulheres como se fossem nada. Tratou-nos talvez como nada, eu e ela. Ela, a mulher mais forte e ao mesmo tempo submissa que conheci. Eu só f...

Confesso hoje

Eu sofro toda vez que erram meu nome. Sofro quando recebo uma resposta torta, meio destraída, meio mal dada. E não é sofrimento pouco, não, é coisa forte, intensa, de passar dias pensando, lamentando, remoendo. Sofro em começar textos que não sei como terminar. Sou sensível. E digo mais, beira o lado patético isso tudo. Sinto vontade de abandonar a convivência social em tantos e tantos momentos, do dia. Porque, vou dizer, passa rápido isso tudo. Dói, me tira o sono, me faz suar nas mãos, chorar feito louca, pensar até fumaçar a cabeça, mas passa. Quem entende essa falta de chão minha? Eu não entendo. Não me entendo.  Meu pedido de começo de ano, antes de pular as ondas, comer a lentilha em cima da cadeira, antes de amarrar a fita é sempre o de dar um fim nessa loucura. Não dá, não dá. Enfim, pedido a gente não pode contar até realizar, não é?  Te digo, estou sofrendo e hoje resolvi confessar. O motivo é bobo, como de praxe, não sei nem se existe um e se existe, nem sei...

Um crachá, um título.

Sabe aquele momento desesperador em que uma pessoa te faz uma pergunta, te desafia ou te faz uma proposta e acaba te colocando de frente com você mesmo? Pois bem, talvez tenha sido nesse exato momento que eu tenha me dado conta de que existia um medo de me conhecer melhor. Eu tinha medo de mim. Não... Talvez medo nem seja a palavra certa, mas eu também não sei qual a palavra certa. Vai ver foi daí que surgiu essa obsessão de tentar entender as pessoas, observá-las, descreve-las. Porque de mim eu não queria saber, eu tinha desistido antes mesmo de tentar. E sabia que foi tentando se esconder de mim que eu me encontrei? Nos outros. Em cada ser observado eu via um pouquinho de mim e isso me fazia sentir mais viva, mais presente. Me encontro e me espalho assim. É como diz naquela letra nos Novos Baianos: "E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto".  E o que começou como uma obsessão, um jeito de me esconder, virou um estilo de vida. Agora eu tenho crac...

Eu. Talvez te surpreenda.

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Não gosto de poemas, ainda não entendi bem o motivo, mas acho que é porque não gosto de tentar entender o universo particular dos outros. Eu sempre tento entender as coisas, ver a lógica, mesmo sabendo que meu forte nunca foi e nunca vai ser a lógica, o racional. Teimo em teimar comigo mesma! Ler eu também não sou fã, não. Falta motivação pra me concentrar e mergulhar. Acho que no fundo mesmo tenho medo de me afogar, sabe? Porque eu mergulho de verdade, esqueço que preciso respirar. Respirar a realidade, eu digo. Leitura me prende. Bem, pelo menos grande parte. Livros chatos eu não passo da primeira página, a da introdução. Ouço musicas pela metade, vicio em uma musica e a ouço até enjoar, depois não suporto ouvi-la mais. Ela morre pra mim, praticamente. Tem dias que estou muito afim de ficar e nfurnada no meio das pessoas, nas rodinhas , me inteirando nas conversas, mas tem dias que eu só quero me e nfurnar no meu quarto. Tenho mente hiperativa , penso muitas coisas, vivo procur...