quinta-feira, 25 de julho de 2024

DesAmarração

Eu queria falar o que sinto
E quero sempre.
Tava vendo uma cena de um filme
Mergulhei até chorar.
Quis colocar pra fora as palavras
Do mesmo jeito que elas surgem pra mim,
Embaralhadas uma depois da outra.
As lágrimas ainda escorrem
Agora mais vagarosas
Afinal o tempo não parou.
As vezes sinto que sim
Que saudade não movimenta.
Bloqueia a percepção ou
É só tempo demais pra sentir.
A garganta aperta
Chorar é meu destino.
Me imagino te dizendo
Me imagino te bebendo
Me imagino te comendo
Me imagino contigo
Me vejo no presente, longe.
Quantos km? Quantas paranoias? Quantas cenas querendo ser vividas?
Quantos sintomas? Quantos ritos? Quantas etapas? Quanto vira como pra você?

Que essas palavras desatem o nó
Deixando a corda torta mas não menor.
Seguramos, ela estica.
É preciso aproximar
Pra desatar.

Então refazemos

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