quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

não sei a quantas anda sua sede de justiça amorosa
não sei a quantas anda minha paranóia vestida de auto proteção
não sei a quantas anda tua cabeça de baixo da lua ou debaixo do não
não sei a quantas anda seu sono místico que te leva, eu sei que te leva
não sei a quantas anda toda essa toda essa inquietação
que só diz pra que veio quando me sinto prestes a sufocar
e quando sufoco percebo que podia estar com os pés no chão
as ondas vem inicialmente menores e me tomam da cabeça me cuspindo na areia
um dois três, sou a soma dos arranhões
me deixa ardida e com o pisar levemente mareado
não sabendo se tudo estava agitado ou era eu que não sabia nadar
e eu posso jurar que não é sobre saber
eu posso jurar que vi gente ir embora mesmo sabendo nadar
posso jurar que o mar as vezes puxa mais forte e aí não adianta saber
não adianta nada não adianta nem rezar
e eu tenho medo
tenho medo de ir e nunca mais voltar
porque eu penso mas a onda chama e vem me buscar
eu sinto e vejo aquela água clara e o cheiro doce
eu vejo ir e vejo voltar
eu não sei até que ponto ir, falo de estresse alto
e de balanço de mar
de amor mesmo, que faz arder os olhos
que faz curar machucado e entupir os ouvidos
- salgado

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