domingo, 2 de outubro de 2016

Passaram-se os ventos balançando a minha roupa no varal, recém lavada ainda com cheiro de sabão. Cheiro enjoado e indicativo de roupa limpa. Cansaço no corpo e indicativo de alma limpa que só se limpa com um trabalho de esfrega, molha, enxágua, estende e balançando seca. Roupa enxuta, pronta pra parar no corpo até se sujar de novo. Até roupa no varal é ritual de ciclo! A gente só não espera que venha a chuva, a gente só não espera que falte sabão na hora de lavar, só não espera que vente muito forte, só não espera roupa manchada, só não espera roupa encolhida, nem pregador quebrado. Ainda estou tentando encontrar um nome pra dar a esses espaços de não espera que fazem dos ciclos tão cheios de surpresas...
As vezes só queremos recolher a roupa seca, só.

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