quarta-feira, 22 de julho de 2015

O que fica ainda que vá - sobre presente

Era pra ser um texto em duas linguas. A vida se encarregou de me fazer pensar que isso não é problema quando se deseja partilhar, quando se deseja presentear. A gente recebe também quando dá. 

Começou a dois anos atrás e não se fala de fim, só se fala de um breve encontro, na possibilidade de que ele irá mesmo acontecer ainda que não da forma que esperamos ou na configuração que experienciamos. Não acabou, porque aprendemos que estamos juntos sem estar perto e a conexão não se faz só na ponte aérea. É beleza demais poder dançar junto, no palco ou da platéia, em memória, em uma troca de mensagem, abrindo caminhos distintos a partir do que construímos juntos. 
Nossos encontros foram breves, muitas das vezes faltaram palavras, envolvidos pelo frio ou pelo calor, atrapalhados, divertidos, ainda assim, nos conectamos para além das fronteiras e como é bom ver que um reencontro de pele foi possível e que pode ainda ser. Construímos laços e nada disso será apagado do nosso corpo que se move atravessado por esse convívio, por essa experiência, por esse afeto gratuito. Continuaremos dançando aqui e lá do outro lado do oceano, lembrando sempre com muito amor dessa dança dos afetos que nos embala e nos faz vibrar. 



alunos da escola de dança de Vitry-Sur-Seine (FR) e alunos da escola de dança da Maré
2013-2015



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