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  especialidades emergem das trivialidades  
já pensou num mundo em que, de gênio, só o da lâmpada?

Por uma vida não murada.

Ando engasgada com o mundo. Mais especificamente com princípios iguais que norteiam um bocado de gente, com coisas que não são questionadas nem entendidas, mas são seguidas à risca. É sobre isso, de não se permitir ser feliz por conta desses bocados de regrinhas que só servem pra juntar tristeza, desespero e dúvida.  Decidi viver de maneira mais simples a um tempo atrás, sem deixar que coisas ruins me sufoquem, voltar mesmo os olhos e dar ouvidos ao meu coração, a minha cabeça. Isso porque é comigo que vou ter que conviver até o fim dos meus dias. Tive que me permitir tentar, errar, não me arrepender de nada. Fico tentando entender, tentando tomar uns goles d’água pra ver se desce. Será medo de sofrer? Medo de errar? Medo de decepcionar a si e aos outros? Sempre ela, a maldita preocupação rodeando a cabeça de nós, malditos seres humanos. Se eu pudesse faria com que todos entendessem, inclusive eu, que ela só faz sofrer duas vezes mais – antes, durante e depois. Declaro impotên...
Talvez a vida fosse um saco se nascessemos sabendo para onde vamos e para quê viemos.
Preciso lembrar que ainda vivo, vira e mexe preciso. Os momentos ociosos são necessários, são queridos e a vida corre tão depressa que eu pediria por mais momentos para olhar o nada e chorar umas dores nunca vividas e agradecer por prêmios que nunca ganhei. Nem sempre sinto que minhas horas precisam ser gastas com coisas mais importantes que meus sonhos e minhas ideias. Quem sabe, tempo. Quem sabe.

Instantes.

A bruxa tá solta. Acho que essa expressão significa que está tudo dando errado, de uma vez só. Se for isso mesmo, ela não combina com o que estou querendo dizer, até porque as coisas não estão tão erradas assim. Acontecem coisas boas e acontecem coisas ruins, simultâneamente, isso quer dizer que a bruxa não está trabalhando em período integral. Curiosa essa vida mesmo. A minha, pelo menos. Alguma coisa me leva a crer que satisfação completa não existe, que isso não tem muito a ver com vida de verdade. Sabe, essa diferente das que a gente vê nos filmes, onde gravam-se umas tomadas e para-se pra tomar  um café. Nada de paradas. E por falar nisso, já estamos em agosto. Não é impressão minha, o tempo está mesmo correndo, voando mais rápido do que eu possa calcular. Queria saber que fenômeno é esse. Me sinto velha demais pra pouca responsabilidade e parada demais em meio a esse mundo tão dinâmico, vai ver é isso que faz o tempo parecer estar correndo. Quem corre junto com ele, não sent...
A gente nasce de um jeito, vive de outro e morre do mesmo jeito que nasceu - sem nada.