quarta-feira, 1 de agosto de 2018

20.12.2015, nem sei se fui eu quem escrevi (estava em Rascunhos)

do entra e sai das coisas ocultas
permanece o que é concreto
cru e real
são de dias assim que estamos faltosos
eu acredito que deva ser
pois nada de extraordinário acontece
e ainda assim sinto graça
ainda assim e inaugural meu reflexo nos teus olhos
e falamos amenidades
enquanto passam carros e pensamentos
eu penso em você quando estou contigo
e acho graça
me desvinculo do presente
imagino o futuro e permeio o passado
é de concretude que estamos falando
que espanta o pó do receio
e medo é convidado
entra, senta, toma chá e te conta coisas
o amor que não aceita convite
vem quando quer
mas a gente sabe quando é pra ficar
o amor, meu amor, sentou com a gente
e aqui está
tem como medir o que te faz sorrir? 
cabe em taças de sorvete
cabe em vidros de doce
cabe em dia de sol
do que há de ser e o que há
permito que seja amar e manso
permito que seja feroz amar
e peço a cada dia
que fique pra mais um chá

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