terça-feira, 5 de junho de 2018

E o verbo, se fez carne.
Ou, no início eu era uma criança com medo. Agora, continuo sendo.

Eu nunca tive voz pra me desculpar, muito menos para me colocar. Eu só tinha voz para ficar em silêncio. E foi numa piada dita em voz baixa e ouvida por algum ouvido distraído que minha voz foi ouvida pela primeira vez. Fez rir aquele dia e depois dele continuou fazendo. Eu sei fazer rir, acho que sempre soube. Esse é o meu maior motivo de falar, de resto eu gostaria de ser muda. 
Não, não bati na madeira 3x.

Agora não adianta expor uma dificuldade que eu tentei dizer mas não consegui. As dificuldades desmotivam a todos, vai ser difícil ser diferente. 

Eu desejo uma estrada longa pra esse corpo-lugar que me acolheu de alguma maneira, eu desejo estar de alguma maneira. Boa, sei lá. Tô me segurando pra não chorar. As palavras me desmancham igual larva e esse e-mail que eu, por acaso, reli na minha caixa diz o quanto eu não devo saber amar. 

Eu tenho uma pedra no lugar da garganta e um desejo no lugar do mar. Eu tenho vontade de dormir toda vez que penso em morrer e depois que eu morro, eu tenho vontade de voar. Eu não sei o que fazer ontem, hoje, amanhã, quando eu era criança e todos os dias. Eu não sei amar. 

Concordo contigo. 
Por isso eu me despeço e despedaço toda vez que eu digo: eu te amo. 

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