Vivo cheia de teorias. Minhas. Que eu escrevo no meu facebook, no meu blog, nas minhas paredes, nos meus cadernos ou ficam só pairando pela minha cabeça cheia de ritmos.
A minha teoria agora é que o preto é caos, que a não-cor é a cor que combina com tudo e não só com o luto, que caos é reagrupamento numa sociedade em que, FINALMENTE, descobriu-se que para ser coletivo é preciso ser individual e que discurso nenhum é tão específico a ponto de traduzir nossa experiência. O discurso não passa por cima da experiência! Para que as vozes sejam ouvidas também é preciso haver o silêncio ou não se ouve nada. Silêncio absoluto e muitas vozes (côro, barulho) comunicam muitas coisas, mas e se a gente experimentasse o diálogo? Tenho por mim que ficaríamos nesse lugar entre uma coisa e outra e ficar entre uma coisa e outra não é não ter opinião ou lugar, é buscar o equilíbrio, é ter milhares de possibilidades de encontrar um lugar, porque é isso mesmo, cada um tem o seu lugar. Socialmente falando, karmicamente falando, funcionalmente falando, poéticamente falando, ecológicamente falando.
O terreno a gente já tem, com uma construção irregular que só é sustentada porque a base - pasmem - é resistente, é forte, é um solo tão poderoso que tem conseguido nos manter até aqui a base de um sentimento que eu talvez um dia consiga descrever. Caindo ou ruindo, não dá mais pra essa construção ficar aí. É preciso reconstruir.
Minha teoria é otimista, mas é trabalhosa
Nenhum comentário:
Postar um comentário