terça-feira, 14 de março de 2017

Vivo cheia de teorias. Minhas. Que eu escrevo no meu facebook, no meu blog, nas minhas paredes, nos meus cadernos ou ficam só pairando pela minha cabeça cheia de ritmos.
A minha teoria agora é que o preto é caos, que a não-cor é a cor que combina com tudo e não só com o luto, que caos é reagrupamento numa sociedade em que, FINALMENTE, descobriu-se que para ser coletivo é preciso ser individual e que discurso nenhum é tão específico a ponto de traduzir nossa experiência. O discurso não passa por cima da experiência! Para que as vozes sejam ouvidas também é preciso haver o silêncio ou não se ouve nada. Silêncio absoluto e muitas vozes (côro, barulho) comunicam muitas coisas, mas e se a gente experimentasse o diálogo? Tenho por mim que ficaríamos nesse lugar entre uma coisa e outra e ficar entre uma coisa e outra não é não ter opinião ou lugar, é buscar o equilíbrio, é ter milhares de possibilidades de encontrar um lugar, porque é isso mesmo, cada um tem o seu lugar. Socialmente falando, karmicamente falando, funcionalmente falando, poéticamente falando, ecológicamente falando.
O terreno a gente já tem, com uma construção irregular que só é sustentada porque a base - pasmem - é resistente, é forte, é um solo tão poderoso que tem conseguido nos manter até aqui a base de um sentimento que eu talvez um dia consiga descrever. Caindo ou ruindo, não dá mais pra essa construção ficar aí. É preciso reconstruir.
Minha teoria é otimista, mas é trabalhosa

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