Quem ousa entender o tempo?, o próprio tempo perguntou.
Uma mulherzinha bem franzina de cabelinhos em corte channel começou dizendo em volume baixo como sua estatura mas bem firme como seus gestos:
- Os humanos, Sr. Tempo. Humanos, como eu.
E o tempo abaixou o rosto para olhá-la. E ali estava ela, fazendo-o lembrar de uma de suas criações, subestimada, pequena, franzina em diferentes detalhados formatinhos. Se perguntou o que teria deixado escapar e lembrou-se do abraço apertado que deu nx criação antes de fazê-lx andar. A criatura estava ainda recém criadx no barro, o formato da chave criou impressão no peito, que se alargou a medida que os corpos se contraíam, no abraço. A criação fez uma cópia da chave do segredo que perfurou seu peito.
O que difere aquela pequena mulher de um suricato por exemplo, embora não pareça existir diferença, é o segredo que ela divide com aquele tempo todo diante dela. Tempo se culpou por instantes que pareceram durar uma eternidade, por ter olhado para aquele ser recém criado e tê-lx achado tão belx como elx, tê-lx dado tão logo esse amor de reconhecimento (foi escolha?). Tempo sofria porque não entendia se erros por amor eram cometidos. O amor era o erro. Não se comete algo por amor, não é preciso, o amor já é. E não existia mais erro, porque agora tinha amor - salvação ou cura.
O que difere aquela pequena mulher de um suricato por exemplo, embora não pareça existir diferença, é o segredo que ela divide com aquele tempo todo diante dela. Tempo se culpou por instantes que pareceram durar uma eternidade, por ter olhado para aquele ser recém criado e tê-lx achado tão belx como elx, tê-lx dado tão logo esse amor de reconhecimento (foi escolha?). Tempo sofria porque não entendia se erros por amor eram cometidos. O amor era o erro. Não se comete algo por amor, não é preciso, o amor já é. E não existia mais erro, porque agora tinha amor - salvação ou cura.
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