ver nossos rostos refletidos no espelho da moldura amarela
revoltar meu amor em gritos
sentir teu corpo se contrair diante de mim
chorar ao partir
sonhar que estava te perdendo e ver que perdi
pensar no silêncio que agora se instaura
da espera, das horas
das palavras ditas com força
das palavras não ditas no alento, na necessidade
pensar no amor que cedo todos os dias que te penso
na chance que tivemos
na esperança que não sei se devo nutrir
da fala aos tropeços
do jeito desesperado
e do dia de hoje
são imagens
e eu só faço me despedir
porque estou murcha, acuada, envergonhada, dolorida
mas que vivas, longe ou perto
que vivas aqui
eu te amo
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