quinta-feira, 6 de junho de 2013

A carta que guardo debaixo do travesseiro.

Escrevo pra você agora porque as coisas apertam e eu me sinto pressionada por meus próprios desejos, sem nome. Estou passando por uma fase difícil. Tem dias, como o de hoje, que quero me desprender de todos os laços e vagar por aí, até me lembrar que o mundo real é torturante, mas é o meu lugar. 
Não leve a mal o que digo, mal sei justificar por que digo, mas acontece que às vezes me angustia isso que eu chamo de amor. Tenho picos de felicidade, saudade, incompreensão. Eu sofro por não ter perto o que eu quero, as vezes até preciso. Porque o que eu quero, quase sempre, é ter perto. Só. Não gostaria de me preocupar com o que dizer, o que fazer, onde tocar, de que maneira olhar, são tantas preocupações que fico entre tirar as mãos dos bolsos ou não. Acabo deixando-as por lá mesmo. Entende?
Não peço desculpas, porque essa sou eu. Essa sou eu em um fase difícil. Essa sou eu mais angustiada, desesperada com a correria do tempo e com as escolhas. E nesse meu coração tumultuado, tem espaço pra você e pode ser que esse espaço também se encontre tumultuado, indefinido, mas ele existe e é teu. 

"Não pense, por favor, que eu não sei dizer
que é amor tudo que eu sinto longe de você..."

Um comentário:

  1. Escrever é a melhor válvula de escape pra se desprender dos sentimentos que vem atormentar e, digo atormentar, por que são exatamente os mais confusos.

    Escolhi seu blog dentre uma lista e ele ta no top 10. Tem um selo pra você lá no meu blog.
    http://mostcaffeine.blogspot.com.br/2013/06/selo-one-lovely-blog-award.html
    abraços

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