Sentia-se aflita. Queria chorar, um choro silencioso e só seu, sem que ninguém pudesse ver.
Bom seria se as lágrimas fossem invisíveis.
Olhou para os pés, que muitas vezes multilou na intenção de chegar ao ideal.
Sentiu a vontade lhe apertar e uma lágrima escapou.
Enquanto calçava as sapatilhas de ponta pensou que não podia mais.
Os outros passavam apressados, ansiosos, cheios de si.
E ela, a bailarina fora do ideal, se sentia multilada por dentro também.
Aquela seria sua ultima vez, ela tinha certeza.

Nossa, que profundo! :)
ResponderExcluirAdoro esse gênero de texto.
Muito bem escrito Thaina.
Passa lá?
http://errosxacertos.blogspot.com.br/
beijos