terça-feira, 9 de maio de 2023

Tudo normal por aqui e por aí, Rita Lee?

Não lembro bem o ano, mas lembro que foi quando eu ia para o primeiro emprego de jovem aprendiz no Centro e andava um bocado pra pegar o ônibus que ia direto. Até chegar lá eu ouvia música e durante a viagem também. Lembro que foi nessa época que descobri um CD da Rita Lee dentre os CD's da minha mãe. Desses que ela comprava e acabava não escutando e que caiam no esquecimento até eu ir lá e resgatar. Não era mais a época do diskman, mas foi ouvindo esse CD pela primeira vez em casa que eu entendi quem era a Rita. Claro que já conhecia, muito das vezes que ela participava do Programa da Hebe, outras porque as músicas da mulher eram famosas, já foram tema de novela, de programa, de muita coisa... Mas sabe o contato real com as canções? Eu só tive mesmo a partir dessa época, com esse CD e especialmente com Ovelha Negra. Me identifiquei com tanto... Rita era inteirona; louca, bruxona, figurona, engraçada, apaixonada, verdadeira, uma artista que desperta algo em quem entra em contato com a música dela. Impossível ser diferente quando é tão de verdade assim. Ela não está mais aqui no mundo dos vivos, pseudo-vivos ou vivos-mortos. Ela partiu pro lugar que não conhecemos pra viver de outro jeito, um lugar onde sua voz vai continuar ecoando porque eu acredito que é de memórias que esse outro mundo se alimenta, igual esse aqui, igual a todos os mundos. Hasta luego, Rita!



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