as coisas estão sem jeito. eu sei que o sentimento de proximidade vai e vem como onda e você continua não aparecendo pra mim. fico me perguntando qual o singular disso que a gente viveu, onde me marcou e porque eu ainda tô aqui pensando no por que sim e no por que não. eu resolvi arriscar, eu precisava respirar e dizer: "se eu sobreviver, a gente se encontra na beira da praia" porque eu me afogo mesmo, me afogo real. e sabe qual é, esse é o seu lugar, aquele é o meu. a gente mora perto, mas não mora junto. ainda. me sinalizo sempre que estou pronta pra uma desilusão e ainda tô me perguntando se o alarme falhou dessa vez ou ele quebrou total quando eu te vi. alarme? que alarme? fazia tempo que eu não chorava, mas dessa vez nem é falta, não, é só... é falta sim. sempre é. minhas glândulas lacrimais agora são meu alarme. queria ter um medidor de intensidade, só pra acompanhar esse estrago, esse estrondo, esse marasmo. você tá cabendo em muito lugar dentro de mim e eu tô seca. tomo água pra me hidratar e pra lembrar de você.
Me justificando
Poupar palavras é muito o meu forte, ao menos no que diz respeito a fala, ao verbalizado. Já aqui pelo campo das palavras escritas não é lá do meu agrado! Na verdade, não é nada do meu agrado e precisão. Necessidade mesmo. Muita coisa precisa brotar aqui nem que seja só pela sensação de ter arrancado fora. É uma necessidade... Sabe quando a gente se mostra pra se proteger? Eu sinto que é isso, uma proteção que eu crio em mim com as palavras que criei pra dar rumo aos meus sentimentos. Eu tô sempre escrevendo com base no sentimento, por isso que pra escrever roteiro é um parto! Eu já anotei algumas ideias, imaginei outras, mas nada saiu além d'A Força. Quantas vezes eu já não pensei no que escrever mas não escrevi? Isso é cruel. Eu preciso ceder a essa necessidade como se cede a um desejo. Eu amo ceder aos meus desejos, me sinto vivo! E questionar esse sentimento é como questionar o meu corpo e os seus caminhos. Questionar? Eu tenho mais o que fazer com ele! ...
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