é doença ou ferida essa porra?
eu não sei demonstrar bons resultados quando preciso deles. a estrutura mantém um eixo tão duro que eu penso, as vezes, que não estamos falando de uma coluna móvel e sim de uma coluna de concreto.
afinal, do que estamos falando?
as intenções são mesmo indecifráveis quando se tenta congelar numa foto, ainda que se tirem várias, nota-se a captura. não dá pra capturar o movimento, não dá. é íntimo igual o que se pode sentir vibrar. por pura transmissão e mais nada.
entidade cruel ou força banal?
tanta sujeira não-removível que o micro olhar fica cego e custa aceitar que a limpeza é uma tentativa constante de habitar na paz. aquela famigerada busca que só surge pra dizer que a vida não vale nada pra quem é sujo.
quanto você ganha negando sua intuição?
é uma pergunta, só fingir que não entendeu não vai adiantar. porque é de fatos sujos que as unhas são feitas e são prestadas a uma inspeção rasa toda vez que o homem branco cisma de querer fingir que se importa. ele não se importa.
minha unha já caiu uma vez, do dedão de mão e pé e sabe o que foi isso? um acidente estético. eu não deveria me importar, mas elas nunca mais foram as mesmas. é ferida pra mim e nunca vai deixar de ser, eu tenho memória. te juro. problema da estrutura. escrever é um suicídio toda vez que eu to deixando de viver.
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