sexta-feira, 19 de maio de 2017

Minha investigação é uma máquina. O meu corpo. Falar sobre maquinário em espaços de arte aparentemente é uma evocação do mal e talvez, talvez seja mesmo. Justamente por as vezes evocar o mal, que eu resolvo operar. Pesquiso a operação, os códigos, tudo que dinamiza e faz essa estrutura funcionar. Pode parecer vago, mas está condensado e não é nem metade de tudo isso que eu consigo explicar. Minha criação é bastante cristã, como cristo mesmo, estou com os outros em diálogos que parecem que nunca vão terminar, mas que se desfazem no próximo ponto, num encontro, num vento mais gelado que obrigada a sair do lugar e entrar. Esse é o meu processo, eu gosto de conversar, gosto do diálogo com palavras, mas os sem elas são os que mais tendem a me desafiar.

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