segunda-feira, 6 de março de 2017

Penso sobre o que é dedicar.
Sobre a conjugação do verbo no meu dia-a-dia, nos meus encontros, em meio as experiências.
O quanto dedicar é sinônimo de ceder, sinônimo de querer, sinônimo de partilhar. O quanto também dedicar pode ser sinônimo de tantas outras coisas que exigem, do outro lado - do lado que me lê, uma postura igual, o quanto nesse aspecto a cobrança não só faz parte, como é a ação que fere essa outra, tornando-a coadjuvante em sua própria frase, onde ela tem a força do verbo, mas não tem espaço para ser forte em sua essência de ação. > Verbo é movimento.
Sair detrás dos arbustos, me libertar da espera de uma ação dedicada a mim, me faz entender que dedicar é um verbo do movimento de ir e vir, como todos os verbos que tratam da partilha. É da natureza das coisas que só são recebidas quando são dadas e só são dadas quando recebidas e não se consegue saber de onde vem o que. O número um não existe, o que existe é a força da mobilidade infinita da ação, que cabe em qualquer embrulho de presente que se queira dar, com um sorriso estampado no peito ao entender que dedicar está na intenção, está no preparo, está na escolha do melhor, está na alegria da entrega, está na libertação que só a conjugação sem medo é capaz de proporcionar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário