domingo, 19 de junho de 2016

beira mar, teu

por vezes nos sinto aliviadas dos pesos dos armamentos. eles pesam. por vezes nos sinto revoltas, com munição para todos os lados, com olhares de revólver, prontas para tirar a vida. te sinto nessa ambiguidade que me toma o corpo que também é feito de caminhos dúbios, nem sempre sincrônicos, nem sempre firmes, nem sempre solventes. te sinto e só te sinto. "só". teus ventos balançam minhas águas, mas eu lhe disse um dia em canto que só agitava o mar quem estava disposto a passar pela tempestade. você venta para balançar minhas águas, não quer me ver em calmaria e sei que você aguenta tempestade, mas se você não aguenta calmaria, eu aguento tempestade? e se eu pular, se eu entender que vivemos em luta e que acreditamos nesse aqui, 
você vem comigo? 
você vem comigo!
você vem comigo.
eu acordei, acordei imaginando nuvens cinzas, sentindo brisa de mar, sentindo minhas camadas mais profundas ainda em espasmo. acordei do seu lado. 

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