não considero que me ame no instante em que me ver pela primeira vez, considero que me ame em doses fatalistas e homeopáticas, em risco suficiente pra contaminar todo o sangue, derrubar as defesas e firmar corpo na doença mais degenerativa que é o amor. a doença dos loucos. a dor sentida e aceita não se atém ao bom e ao ruim, é da peculiaridade do amor de estar pairando e servindo de atmosfera para a destruição que nos faz habitar ruínas. da beleza e da monumentalidade que vive em lembrança ainda que não seja mais vista pelos olhos vestidos, só os nus. ao amor cabe ver, desvelar, perfurar suave e certeiramente como sugere o cupido.
ao persistirem os sintomas, viva em prantos e espantos.
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