sábado, 29 de agosto de 2015

contagem re-progressiva

acompanha um dia só e vê
tem coisa demais acontecendo aqui que nem é visível a olho vestido, só nu.

e quantos dias cabem nesse minuto!
tudo que eu não quero é que seja de agora pra nunca mais, que mude de estado mas não acabe

fiquei fora e lá estava eu
o tempo só leva o que já se perdeu, com medo, sem freio, sem cor - eu?

passam-se as horas, fica o axé. tem amor demais, que transborda e é isso que chamo de fé. não quero e não vou pensar que ponto final é fim, sem que isso faça parte, é melhor flutuar que viver assim.



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